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Foto: Eduardo Cecconi |
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Incluir uma das maiores comunidades regueiras do país em sua turnê mundial é um prêmio para todos os portoalegrenses que cultuam o estilo musical nascido na Jamaica. Por isso, a apresentação do show Tosh meets Marley, na madrugada desta sexta-feira, no Bar Opinião, fez da pista de dança a sede de uma festa quase ritualística.
No palco, nove veteranos. Praticamente todos com cabelos brancos ou dreadlocks alcançando o chão – duas evidências da maturidade dos músicos. No currículo, eles exibem uma trajetória que inclui Bob Marley and The Wailers, Peter Tosh, Black Uhuru, Jimmy Cliff e muitas bandas representativas do movimento reggae na Jamaica.
Os protagonistas da noite foram Junior Marvin, guitarrista de Bob, e o baixista Fully Fullwood, da formação original da carreira solo de Tosh. A dupla, tendo como coadjuvante de peso o vocalista Donovan Carless- um simpático e bonachão “vovô” – disparou duas horas da mais absoluta regueira em homenagem aos dois mestres mais cultuados pelos fãs.
No repertório, apenas nove músicas de Bob Marley – sendo sete delas integrantes do álbum Legend, a coletânea mais popular. Portanto, foi um hit atrás do outro. I shoot the sheriff, Get up, stand up, Jamming e Stir it up levantaram os pés da galera, que parecia levitar na dança característica do reggae. Para surpresa, Fully, Marvin e banda entoaram ainda The Heaten, uma paulada hipnótica que levou o Opinião ao transe no dedilhar da guitarra.
As mais tocadas, obviamente por influência de Fully e Donovan, foram as músicas de Peter Tosh – todas bem recebidas. Em Legalize It, sob luzes apagadas, isqueiros acesos retribuíram da platéia a vibração do palco. Após duas horas de show, os veteranos voltaram para o bis, cantando junto com o público a filosófica One Love. Eles ainda conversaram com a galera e agradeceram a presença.
É bom saber que Porto Alegre está no mapa das lendas do reggae. Porque o Opinião abarrotado desta madrugada demonstra que os fãs de Bob Marley estarão sempre atentos aos chamados para mais um ritual de adoração à música jamaicana, fiel representante da doutrina rastafari.
>>>>Legalize It
>>>>>The Heaten
Cena do filme Ensaio Sobre a CegueiraFoto: Divulgação |
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O Brasil estará muito bem representado no Festival de Cannes deste ano. Além dos filmes nacionais Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas, e A Festa da Menina Morta, de Matheus Nachtergaele, Ensaio Sobre a Cegueira (Blindness), de Fernando Meirelles, também foi incluído, de última hora, na 61ª edição do festival. O filme de Meirelles também abrirá a competição, que ocorrerá de 14 a 26 de maio.
"Me sinto tão feliz quanto nervoso com esse espaço que nos foi dado. Sei que 'Ensaio sobre a cegueira' não é o filme mais adequado para anteceder um coquetel e uma festa e sei também que algumas pessoas se sentirão incomodadas com a história, apesar de não haver nada que seja apelativo ou de mau gosto no filme. De qualquer maneira, já estou preparando o espírito para uma possível artilharia", afirmou o diretor, de acordo com portal G1.
Baseado no livro homônimo de José Saramago, Ensaio é uma co-produção entre Brasil, Canadá e Japão e foi rodado em diversas partes do mundo, inclusive São Paulo. A história mostra uma epidemia de cegueira repentina e sem motivos, aparente incurável, que se espalha por diversas cidades. A única pessoa que não é atingida é a esposa de um médico, interpretada por Julianne Moore. Também estão no elenco alguns dos maiores nomes do cinema atual, como Mark Ruffalo, Alice Braga, Danny Glover e Gael García Bernal.
Veja o trailer de Ensaio Sobre a Cegueira:
Já Linha de Passe, que também concorre à Palma, vem causando polêmica desde muito antes do lançamento. Em 2007, Walter Salles precessou o autor da novela Cobras & Lagartos, João Emmanuel Carneiro, por um possível plágio no roteiro do filme. Segundo o diretor, Carneiro teria criado para a novela da Globo a história de um motoboy que se apaixona por uma flautista, premissa muito parecida com a do roteiro inicial do filme, em que o motoboy se apaixonava por uma violoncelista. Para quem não lembra, Carneiro é o roteirista de dois filmes dirigidos por Salles, sendo um deles o premiado Central do Brasil.
Com a bomba nas mãos e sem querer perder tempos com trâmites judiciais, a solução encontrada foi reecrever o roteiro do filme, que agora conta a trajetória de quatro irmãos de família pobre que lutam para alcançar seus sonhos, num retorno do diretor à temática tipicamente brasileira. Optando por um elenco quase todo desconhecido, os destaques são os atores Vinícius de Oliveira (o menino Josué, protagonista de Central do Brasil) e Gael García Bernal (sim, de novo!).
Na mostra paralela Um certo Olhar, fora de competição, aparece o primeiro trabalho na direção do ator Matheus Machtergaele, A Festa da Menina Morta, que retrata a vida da população ribeirinha do Amazonas. Daniel de Oliveira, Cássia Kiss e Dira Paes, entre outros, formam o elenco do filme.
O ator norte-americano Sean Penn será o presidente do juri do Festival de Cannes neste ano. O cineasta mexicano Alfonso Cuarón, a atriz Natalie Portman, o ator, diretor e roteirista italiano Sergio Castellitto, o cineasta francês Rachid Bouchareb, a atriz alemã Alexandra Maria Lara e o diretor tailandês Apichatpong Weerasethakul completam o juri.
Confira lista dos concorrentes deste ano:
Blindness, de Fernando Meirelles (sessão de abertura)
Entre les murs, de Laurent Cantet
Two lovers, de James Gray
Üç Maymun, de Nuri Bilge Ceylan
Le silence de Lorna, de Jean-Pierre e Luc Dardenne
Un conte de Noël, de Arnaud Desplechin
Changeling, de Clint Eastwood
Adoration, de Atom Egoyan
Waltz with Bashir, de Ari Folman
La frontière de l'aube, de Philippe Garrel
Gomorra, de Matteo Garrone
24 City, de Jia Zhangke
Synecdoche, New York, de Charlie Kaufman
My Magic, de Eric Khoo
La mujer sin cabeza, de Lucrecia Martel
Serbis, de Brillante Mendoza
Delta, de Kornel Mundruczo
Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas
Che, de Steven Soderbergh
Il Divo, de Paolo Sorrentino
Leonera, de Pablo Trapero
The Palermo shooting, de Wim Wenders
Veja os filmes que serão exibidos na categoria hours-concours:
What just happened, de Barry Levinson (sessão de encerramento)
Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen
The Good, the bad, the weird, de Ji-Woon Kim
Kung Fu Panda, de Mark Osborne e John Stevenson
Indiana Jones and the kingdom of the crystal skull, de Steven Spielberg
Eduardo e a UrbenaveFoto: Divulgação |
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Já ouviu falar no Urbenauta? Pois no dia 2 de maio ele chega a Porto Alegre!
Ao contrário do astronauta, que viaja pelo espaço, Eduardo Fenianos, o Urbenauta viaja mesmo é pelas cidades. Tudo começou quando em 2001 Eduardo ficou quatro meses conhecendo a cultura de São Paulo de casa em casa. Ele passou por todos os bairros e morou em 200 casas diferentes, entre elas a da Ana Maria Braga. Nesse período, Eduardo produziu 3.360 minutos de textos gravados, 7.920 fotos e 7.440 minutos de imagens em vídeo. O material resultou no romance-aventura Expedições Urbenauta – São Paulo, Uma Aventura Radical, filmes e uma série de programas para a TV Cultura, TV Rá-Tim-Bum e um álbum fotográfico.
Agora, a intenção do moço é fazer o mesmo em todas as capitais brasileiras, mas em período reduzido: quatro dias por capital. A expedição-desafio começou dia 26 de abril. Partindo de São Paulo, Eduardo veio para o Sul, já parou em Floripa e depois segue para o Sudeste, Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Ele deve se alimentar e pernoitar na casa de moradores da região e só pode voltar para casa depois que entrar em pelos menos 365 diferentes casas do Brasil.
Ao chegar em cada uma cidades, além de se hospedar e se alimentar na casa de seus moradores, Eduardo deverá vencer mais 4 desafios:
1. Encontrar seu Marco Zero.
2. Alcançar os quatro pontos cardeais da cidade desbravada, revelando sua realidade social, cultural e ambiental.
3. Dormir na casa de um morador famoso.
4. Comer ou dormir gratuitamente ou pagando com trabalho em um de seus melhores restaurantes ou hotéis.
5. Revelar um lado diferente, inusitado e até inacreditável da capital visitada.
“Faço isso para me aprofundar na cultura da região, para viver a mesma vida que os brasileiros, ricos ou pobres, eruditos ou iletrados levam. Se dormisse em hotéis e se comesse em restaurantes conheceria o mesmo Brasil que os estrangeiros conhecem e teria a mesma visão distorcida que eles têm de nosso país. Se não conseguir lugar para dormir a regra é dormir na rua”, diz Eduardo, que além de viajante, é formado em Direito e Comunicação.
E a gente, aqui do hagah, vai dar uma forcinha para o Eduardo pedindo para que os nossos internautas abram suas casas para ele. Quem puder abrigá-lo nesta grande viagem, só precisa se cadastrar aqui. E na segunda-feira, dia 5, às 15h, o Urbenauta participa de um chat contando as aventuras dele em Porto Alegre.
Aznavour fez primeira noite dos dois shows programados para Porto AlegreFoto: Dulce Helfer |
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Ele é baixinho, não figura entre as mais belas criaturas do mundo e canta um tipo de música que, certamente, se fosse entoada por qualquer outra pessoa, seria tachada de brega. Mas a figura em questão é Charles Aznavour e dispensa qualquer qualidade que não seja seu talento artístico. Na noite desta segunda-feira, em Porto Alegre, o cantor de 83 anos mostrou porque é considerado o último dos chansonniers. Para uma platéia de 1,1 mil pessoas - que, diga-se, não lotou o Teatro do Sesi -, Aznavour comprovou que, a despeito de qualquer passagem de tempo, a música francesa nunca sai de moda.
O relógio marcava 21h15min quando o senhor de cabelos brancos e grossas sobrancelhas negras subiu ao palco. Vestindo a habitual roupa social preta, ele abriu a noite com a conhecida Le Temps, acompanhado por uma talentosa orquestra e por duas vocalistas, Katia Aznavour, sua filha, com quem fez dueto em Je Voyage, e Claude Lombard, aplaudidíssima em Mon Émouvant Amour.
Ao vivo, nota-se que Aznavour é tão bom ator quanto cantor. Gesticula, caminha no palco, brinca com caras e bocas, abraça a si mesmo em determinada hora, faz cara feia... Tudo na dose exata de quem já fez mais de 60 filmes e trabalhou com o consagrado diretor Françoise Truffaut, entre outros. Difícil mesmo era só quando ele resolvia conversar com a platéia em francês – notadamente, percebia-se que 90% das pessoas não entendiam uma única palavra.
Curioso é o fato de o maior sucesso deste classudo francês ser uma música cantada em outro idioma bem distante da Flor do Lácio: o inglês. Foi com She, já quase na metade da apresentação, que Aznavour conquistou a primeira reação mais calorosa do público. A verdade é que estavam todos ansiosos pelos famosos versos "she may be the face I can't forget / a trace of pleasure or regret / may be my treasure or the price I have to pay".
Os sucessos foram reservados para a parte final do espetáculo, assim como as maiores demonstrações de afeto. Antes do término, porém, uma pequena gafe: ao fim de La boheme, como já é de praxe, Aznavour ofereceu ao público o lenço que usara para secar o rosto. Como ninguém entendeu nada, também ninguém esboçou reação nenhuma. O cantor teve que jogar sua toalhinha no chão do palco mesmo.
Com Emmenez-moi e Que C'Est Triste Venice, Aznavour, ovacionado, fechou a primeira noite dos dois shows programados para a capital gaúcha. Os ingressos para a apresentação desta terça-feira já estão esgotados.
Veja Charles cantando Le Temps:
>>> Confira mais detalhes do segundo show no hagah
Foto: Raquel Carneiro |
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Uma Maria Rita descontraída e cada vez mais afinada com o samba. Assim foi o que demonstrou a cantora em cada instante do show Samba Meu, realizado ontem à noite, no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre.
No dia 14 de dezembro tive a oportunidade de ver e ouvir Samba Meu no mesmo local, porém, nesta segunda apresentação, a minha surpresa foi ainda maior.
Maria Rita está mais segura e confiante, o que torna a sua relação de amor com o samba mais estreita. A sintonia entre os músicos Miudinho e Neni Brown (percussão), Jota Moraes (piano), Sylvinho Mazzucca (baixo acústico), Tuca Alves (violão), Camilo Mariano (bateria) e Márcio Almeida (cavaquinho) era grandiosa. Juntos, formam o que eu chamo de banda dos sonhos, pois qual cantora não gostaria de ser acompanhada por profissionais que acima de tudo transparecem prazer e amor naquilo que fazem?
No repertório, a talentosa filha de Elis Regina presenteou seu público com canções como Samba Meu, à capella, Tá Perdoado, Cria, O Homem Falou, de Gonzaguinha, Corpitcho, Maltratar, não é Direito. Desta vez, a morena também cantou músicas de seus trabalhos anteriores, como Encontros e Despedidas e Pagu, que foi executada com um belíssimo e diferente arranjo elaborado por Jota Moraes. Maria Rita também encantou a platéia ao trocar de figurino no segundo momento do show. Com um vestido curtíssimo prateado, ela arrancou assovios e gritos de seu público ao exibir uma bela forma.
No bis, a cantora fez o teatro inteiro dançar com Num Corpo Só e O Homem Falou. Ainda no palco, ela foi surpreendida por um grupo de fãs que entoaram Não Deixe o Samba Morrer, composição de Alcione. Naquele instante, a banda tocaria outra canção. Foi quando Maria Rita os interrompeu e pediu para que seus fãs continuassem cantando. Logo a banda começou a tocar este hino conhecido na voz inesquecível da Marrom.
Naquele momento, me dei por conta, que Maria Rita chegou ao samba não para falar dele ou demonstrá-lo. O samba já faz parte dela há muito tempo, mas só agora ele é retratado através do seu talento. A dona de uma das vozes mais intensas desse país parece estar cada vez mais íntima do pandeiro e do tamborim. Sua música e seu sorriso nos dizem com todas as letras: Eu amo o samba e adoro ser brasileira!
Foto: Márcia Simões |
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Ao anunciar o show SIM, de Vanessa da Mata, o locutor esqueceu que estava em terras gaúchas, e aqui falar a letra S com som de X não passa despercebido. Enquanto o forasteiro apresentava os patrocinadores e realizadores do espetáculo, a platéia brincava imitando o som: xxxxxxx.
Os chiados só pararam quando, de pés descalços, com unhas pintadas de esmalte vermelho e um vestido da mesma cor, a cantora subiu ao palco do Bourbon Country. A platéia, que segundos atrás fazia gracinha, ficou concentrada, séria, observando a performance da dama de vermelho.
O palco, enfeitado com uma bola no teto e uma faixa de neon azul ao fundo, estava adequado ao clima do show: zen. Mesmo as músicas agitadas traziam um quê de tranqüilidade. Talvez por causa dos movimentos de Vanessa, que fluíam conforme o ritmo, ou pelas letras das canções de amor.
Os sete músicos deram um espetáculo a parte, foi difícil decidir para onde olhar. Os dois backing vocal eram os mais animados. Dançavam, rebolavam e sorriam para o público. Quem observasse somente eles poderia até achar que aquele era um show de axé.
Não era, claro. O repertório incluiu os sucessos da Vanessa, as músicas do CD SIM, que deu título ao show, e obras de outros cantores. História de uma gata, do musical Os Saltimbancos, foi entoada pela platéia do começo ao fim, assim como Nossa Canção. A mais esperada, porém, foi Boa Sorte / Good Luck, trabalho em parceria com Ben Harper. A cantora pediu, ao anunciar o hit, que as pessoas pegassem os celulares e abanassem os aparelhos no ar. Em poucos segundos o teatro virou um céu cheio de estrelas.
Até esse momento todos estavam sentados, assistindo o espetáculo e, no máximo, arriscando uma batida de pé. A matogrossense, não satisfeita, pediu que todos levantassem e dançassem com Não me deixe só. A platéia atendeu imediatamente e ocupou a frente do palco.
Como todo bom show, a cantora se despediu do público e deixou o palco, só para escutar os pedidos de ''mais um''. E no fim foram mais três. De volta com um vestido branco e de guitarra na mão, ela arriscou tocar o instrumento e cantar Minha herança: uma flor. Se atrapalhou na letra, mas foi muito aplaudida, seguindo com Por Enquanto, da Cássia Eller, e encerrando a apresentação com a animada Ai, ai, ai.
Três Vezes Amor é uma comédia romântica que traz em seu elenco a atriz-revelação Abigail Breslin, que foi indicada ao Oscar por Pequena Miss Sunshine.Foto: Divulgação |
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A semana cortada pelo feriado parece ter afetado o cinema. Apenas quatro filmes estréiam na Capital, sendo que Três Vezes Amor, comédia romântica estrelada por Ryan Reynolds (Horror em Amityville) e Abigail Breslin (a menininha fofa de Pequena Miss Sunshine), é o único totalmente inédito. O longa traz a bonita de história de uma pai que tenta ensinar à filha que nem sempre na vida existe apenas um grande amor. Questionado sobre como conheceu a mãe da garota, ele conta a história de três mulheres por quem foi apaixonado, sem revelar qual delas é a mãe da menina, deixando para que a própria deduza sozinha. Três Vezes traz também a participação de Rachel Weisz, vencedora do oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por O Jardineiro Fiel. O outro destaque é o drama nacional O Signo da Cidade, dirigido por Carlos Alberto Ricelli, que já teve algumas sessões de pré-estréia. O filme, cujo roteiro é assinado por Bruna Lombardi – que também é a protagonista – segue o modelo de histórias curtas que se cruzam (como o recente Crash - No Limite). O palco para as mazelas pessoais mostradas é a cidade de São Paulo, filmada quase exclusivamente em sua faceta noturna.
Também estréia A Era da Inocência, último filme da trilogia do canadense Denys Arcand, que faz um retrato das dificuldades de se viver no mundo contemporâneo. Já O Romance do Vaqueiro Voador é mais um exemplar da recente e bem-sucedida safra nacional de documentários. A trama gira em torno da recriação do universo mítico dos nordestinos que ajudaram na construção de Brasília, mostrando as tragédias que aconteceram em decorrência do grande acontecimento.
As pré-estréias (nos cinemas a partir de quarta-feira, em virtude do feriado), em compensação, parecem empolgar mais. O blockbuster Homem de Ferro, mais uma história baseada nos quadrinhos da Marvel, chega com um elenco de peso, trazendo nomes como Robert Downey Jr., Terrence Howard, Gwyneth Paltrow e Samuel L. Jackson. Promete ser o grande lançamento do gênero super-heróis do ano – pelo menos até a chegada de Batman - O Cavaleiro das Trevas, que acontece só em julho. Para os que preferem um cinema menos pipoca, a opção é o novo drama de Woody Allen, O Sonho de Cassandra, que traz Colin Farrell e Ewan McGregor como dois irmãos pobres que decidem pedir ajuda financeira ao tio Howard (Tom Wilkinson). Ele aceita ajudar, mas exige em troca algo que muda a vida de todos.
Há também o drama Ensinando a Viver, que mostra a curiosa história de um viúvo que decide adotar uma criança. Seria tudo normal se a criança em questão não fosse o garoto Willia, que jura ser um marciano que está na Terra apenas para cumprir uma missão. John Cusack é o grande nome do filme. Os brasileiros O Engenho de Zé Lins e Fim da Linha e os já conhecidos O Sol e Todos Contra Zucker completam a lista de prés da semana, mas estes em cartaz já na sexta.
O hagah comemorou aniversário com pré-estréia de Os Reis da RuaFoto: Divulgação |
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Amanhã, dia 19 de abril, o hagah completará dois anos. Apressadinhos como somos, antecipamos a festança com uma pré-estréia, ontem à noite, do filme Os Reis da Rua, no Cinesystem. Estiveram presentes na sessão pessoas que contribuíram para a trajetória de sucesso do portal. Entre elas: internautas com participação ativa, vencedores da promoção de aniversário, jornalistas, publicitários e funcionários.
A função toda começou com uma pausa para fotos que foram entregues ao final do evento para cada retratado. Sim, havia uma impressora no local. Uma apresentação de hip hop do grupo Laboratório da Dança serviu como ambientação pra o que estava por vir, já que o longa Os Reis da Rua se passa nas ruelas de Los Angeles, berço do estilo musical.
Protagonizado por Keanu Reeves e com um elenco que conta com Hugh Laurie - o Dr. House da TV - e Forest Whitaker - de O Último Rei da Escócia - Os Reis da Rua entrou em cartaz hoje em três salas da Capital: Cinemark 5, Cinesystem 5 e Unibanco Arteplex 6. Na trama, Reeves vive detetive que é acusado de matar um colega. Mas a história não pára por aí, ela segue por diversos caminhos que fazem o público refletir, além de em certos momentos até rir em meio a uma matança "necessária".
O filme tem semelhanças com o brasileiro Tropa de Elite. Keanu Reeves não reencarna o Capitão Nascimento, mas o longa aborda o universo dos policiais que - protegidos por seu status de máxima autoridade - tornam-se tão ou mais criminosos do que os bandidos.
Veja alguns momentos da pré-estréia de Os Reis da Rua
E o Bope pegou o Brasil...Foto: David Prichard, Divulgação |
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A cerimônia de entrega do Grande Prêmio VIVO de Cinema não teve nenhuma grande surpresa. Os vencedores das categorias principais foram os sucessos do cinema brasileiro nos últimos tempos: Tropa de Elite arrebanhou oito troféus (contando com o do júri popular, conquistado, em parte, graças à pirataria) e O Ano em que meus Pais Saíram de Férias, três, entre eles a de Melhor Filme. Na categoria Documentário, quem levou foi a história do mordomo Santiago, um filme metalingüístico e reflexivo. A qualidade dos concorrentes comprovou mais uma vez que cinema brasileiro não é sinônimo de produção barata e amadora.
E falando em premiação, o Oscar 2009 já tem data: 22 de fevereiro (sim, o domingo de Carnaval!), no teatro Kodak, de Los Angeles.
Os premiados são:
Melhor Longa-Metragem De Ficção
O Ano Em Que Meus Pais Saíram De Férias, de Cao Hamburger. Produção: Caio Gullane e Fabiano Gullane por Gullane Filmes e Cao Hamburger por Caos Produções
Melhor Longa-Metragem Documentário
Santiago de João Moreira Salles. Produção: Roberto Bruno por VideoFilmes
Melhor Direção
José Padilha por Tropa de Elite
Melhor Atriz
Hermila Guedes como Hermila / Suely por O Céu de Suely
Melhor Ator
Wagner Moura como Capitão Nascimento por Tropa de Elite
Melhor Figurino
Kika Lopes por Zuzu Angel
Melhor Atriz Coadjuvante
Silvia Lourenço como viciada por O Cheiro do Ralo
Melhor Ator Coadjuvante
Milhem Cortaz como Capitão Fábio por Tropa de Elite
Melhor Direção De Fotografia
Lula Carvalho por Tropa de Elite
Melhor Direção De Arte
Cassio Amarante por O Ano Em Que Meus Pais Saíram De Férias
Melhor Roteiro Adaptado
Claudio Galperin, Cao Hamburger, Bráulio Mantovani E Anna Muylaert por O Ano Em Que Meus Pais Saíram De Férias
Melhor Maquiagem
Martin Macias Trujillo por Tropa de Elite
Melhor Roteiro Original
Heitor Dhalia E Marçal Aquino por O Cheiro do Ralo. Adaptação do livro " O Cheiro do Ralo" de Lourenço Mutarelli
Melhor Montagem Ficção
Daniel Rezende por Tropa de Elite
Melhor Som
Leandro Lima, Alessandro Laroca E Armando Torres Jr. por Tropa de Elite
Melhor Montagem Documentário
Eduardo Escorel E Livia Serpa por Santiago
Melhor Efeito Especial
Phil Neilson E Bruno Van Zeebroeck por Tropa de Elite
Melhor Trilha Sonora
Cartola Música Para Os Olhos
Melhor Longa-Metragem Estrangeiro
A Vida Dos Outros, A (Das Leben Der Anderen, ficção, Alemanha) dirigido por Florian Henckel Von Donnersmarck. Distribuição: Europa Filmes / MA Marcondes
Melhor Longa-Metragem Animação
Wood & Stock - Sexo, Orégano E Rock’n’rollde Otto Guerra. Produção Otto Guerra por Otto Desenhos Animados
Melhor Curta-Metragem Ficção
Beijo De Sal de Fellipe Barbosa
Melhor Curta-Metragem Documentário
Beijo De Sal de Luelane Corrêa
Melhor Curta-Metragem Animação
Vida Maria de Márcio Ramos
Melhor Filme De Celular
But
Prêmio Especial De Preservação
CPCB - Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro
Voto Popular
Melhor Longa-metragem Estrangeiro
Pequena Miss Sunshine
Melhor Longa-metragem Nacional
Tropa de Elite
Personalidade Do Cinema Brasileiro
Renato Aragão
Mauro concorre em várias categoriasFoto: Divulgação |
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É neste dia 15 a premiação do Grande Prêmio Vivo de Cinema, o maior prêmio do cinema nacional. A cerimônia ao vivo acontece no Vivo Rio, às 20 horas, e será televisionada para o resto do país pelo Canal Brasil.
Serão anunciados os vencedores das 23 categorias, que receberão, pela primeira vez, o Troféu Grande Otelo, criado especialmente para a Academia pelo arquiteto e designer João Uchoa. Uma das novidades desta edição é a premiação das categorias de melhor efeito especial, melhor montagem de documentário, melhor longa de animação e o Prêmio Especial de Preservação - concedido pelo Conselho da Academia Brasileira de Cinema com o objetivo de dar visibilidade à urgência de protegermos a memória e a história cinematográfica brasileira.
Concorreram ao Grande Prêmio todos os filmes lançados comercialmente no período de 1º de julho de 2006 a 31 de dezembro de 2007. Participaram mais de 100 filmes entre longas de ficção, documentários e filmes estrangeiros. Ao todo, foram cerca de mil profissionais indicados. No segundo turno da votação foram escolhidos os cinco finalistas em cada categoria. Houve empate nas categorias de Melhor Ator, Melhor Som e Melhor Longa-Metragem Estrangeiro e serão seis finalistas.
Com o intuito de aproximar o público do Grande Prêmio Vivo do Cinema Brasileiro 2007, foram criados três prêmios especiais: melhor longa-metragem de ficção nacional e estrangeiro escolhidos através do voto popular via SMS e melhor filme feito para telefones celulares. Os votos populares também poderão ser feitos pela Internet no site da Academia. Quem vota no Grande Prêmio são os profissionais do cinema sócios da Academia. O voto é secreto, via Internet, e a auditoria é feita pela PricewaterhouseCoopers, empresa responsável pela apuração do Oscar. Os resultados são mantidos em sigilo até o momento da cerimônia.
Confira os indicados para as 23 categorias.
Melhor Longa Metragem de Ficção
- O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias
- Baixio das Bestas
- O Céu de Suely
- O Cheiro do Ralo
- Tropa de Elite
Melhor Longa metragem de documentário
- Cartola - Música Para Os Olhos
- Estamira
- Fabricando Tom Zé
- Jogo de Cena
Melhor Ator
- João Miguel (Mutum)
- Lázaro Ramos (O Paí, Ó)
- Marco Ricca (A Via Láctea) -
- Matheus Nachtergaele (Baixio das Bestas)
- Selton Mello (O Cheiro do Ralo)
- Wagner Moura (Tropa de Elite)
Melhor Atriz
- Andréa Beltrão (Jogo de Cena)
- Carla Ribas (A Casa de Alice)
- Dira Paes (Baixio das Bestas)
- Hermila Guedes (O Céu de Suely)
- Patrícia Pillar (Zuzu Angel)
Melhor Diretor
- Beto Brant e Renato Ciasca (Cão Sem Dono)
- Cao Hamburguer (O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias)
- João Moreira Salles (Santiago)
- José Padilha (Tropa de Elite)
- Karim Aïnouz (O Céu de Suely)
Melhor Atriz Coadjuvante
- Alice Braga (O Cheiro do Ralo)
- Hermila Guedes (Baixio das Bestas)
- Marcélia Cartaxo (Baixio das Bestas)
- Sílvia Lourenço (O Cheiro do Ralo)
- Simone Spoladore (O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias)
Melhor Ator Coadjuvante
- Caio Blat (O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias )
- Daniel Oliveira (Zuzu Angel )
- Germano Haiut (O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias )
- João Miguel (O Céu de Suely )
- Milhem Cortaz (Tropa de Elite )
Melhor Fotografia
- O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias
- O Cheiro do Ralo
- Tropa de Elite
- O Céu de Suely
- Santiago
Melhor Direção de Arte
- O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias
- O Cheiro do Ralo
- Zuzu Angel
- O Céu de Suely
- Tropa de Elite
Melhor Figurino
- Noel - O Poeta da Vila
- Tropa de Elite
- O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias
- Zuzu Angel
- O Céu de Suely
Melhor Maquiagem
- O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias
- O Céu de Suely
- Tropa de Elite
- Zuzu Angel
- Batismo de Sangue
Melhor Roteiro Original
- A Casa de Alice
- O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias
- Jogo de Cena
- Saneamento Básico - O Filme
- Tropa de Elite
Melhor Roteiro Adaptado
- Mutum
- Batismo de Sangue
- O Cheiro do Ralo
- O Cão Sem Dono
- O Paí, Ó
Melhor Montagem de Documentário
- Santiago
- Pro Dia Nascer Feliz
- Jogo de Cena
- Person
- Estamira
Melhor Trilha Sonora
- O Cheiro do Ralo
- O Céu de Suely
- O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias
- Cartola Música Para Os Olhos
- Tropa de Elite
Melhor Som
- O Cheiro do Ralo
- Santiago
- Tropa de Elite
- O Céu de Suely
- Zuzu Angel
- O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias
Melhor Efeito Especial
- O Cheiro do Ralo
- Saneamento Básico - O Filme
- Mutum
- Tropa de Elite
- Cidade dos Homens
Melhor Longa Metragem Estrangeiro
- Babel (EUA)
- A Culpa é do Fidel (França)
- Os Infiltrados (EUA)
- Pequena Miss Sunshine (EUA)
- A Vida dos Outros (ALE)
- Volver (ESP)
Melhor Curta Metragem de Documentário
- A Cidade e o Poeta
- Cora Coralina: O Chamado das Pedras
- Freqüência Hanói
- Infernos
- Saba
Melhor Curta Metragem de Animação
- Até O Sol Raiá
- Jumento Santo e A Cidade Que Se Acabou Antes de Começar
- Tyger
- Vida Maria
- Yansan
Melhor Curta Metragem de Ficção
- Beijo de Sal
- Paralelos
- Saliva
- Satori Uso
- Severa Romana
Melhor Longa Metragem de Animação
- Brichos
- A Turma da Mônica Em Uma Aventura no Tempo
- Wood & Stock, Sexo, Orégano e Rock’n'Roll
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