Com a chegada das temperaturas mais elevadas, a preocupação de cuidar da pele fica mais evidente. Entre as mulheres, a atenção com o rosto é maior. No entanto, todos devem pensar na saúde da tez.
De acordo com o dermatologista Humberto Antônio Ponzio, da Clínica Ponzio, o cuidado com a pele começa desde a infância. Crianças com até seis meses, lactantes, não devem ser expostas ao Sol. Entre os seis meses e os três anos, os protetores solares usados têm que conter filtros especiais para esta faixa etária. E no caso dos bebês que frequentam a praia, chapéus e camisetas com proteção solar nas fibras são indispensáveis.
Com a chegada da adolescência, produtos que contêm gordura na fórmula ou que estimulem a produção de cravos e espinhas precisam ser evitados. O dermatologista recomenda, ainda, lavar o rosto com frequencia e utilizar produtos anti-acne, como os adstringentes, para desengordurar a pele.
O Sol é o que mais envelhece e danifica a pele. Para pessoas de tez clara é recomendado o uso de filtros com fator de proteção maior, que não saiam facilmente e que seja reposto constantemente. Já as pessoas de pele morena estão mais protegidas naturalmente do Sol e tendem a ter uma envelhecimento de pele mais lento.
Algumas ações estimulam o aparecimento dos famosos "pés-de-galinha" – aquelas rugas que se formam ao redor dos olhos – antes dos 25 anos. O ato de ir ao Sol e contrair os olhos é um dos causadores do problema. Para isto, a solução é o uso de botox preventivo, ou seja, pequenas aplicações do produto com o intuito, apenas, de relaxar os músculos da região.
Após os 30 anos, é necessário o uso de cremes com fórmulas menos penetrantes, com vitamina C ou ácido glicólico, e os noturnos, que relaxam a pele. Tês maduras pedem correção mais intensa, com ácido retinóico ou com procedimentos mais invasivos, feitos em consultório. Estes melhoram a textura da pele e ajudam a eliminar as manchas, a flacidez e as rugas profundas.
Mas o dermatologista lembra que a idade da pele nem sempre corresponde à idade real da pessoa. Por isso, é indispensável uma avaliação especializada para a realização do tratamento mais adequado.