Saiba o que fazer em caso de queimaduras com água-viva


Publicado por hagah em 25/02/2011

Entrar no mar talvez seja um dos momentos mais prazerosos de um dia de forte calor no verão. Um simples mergulho, porém, pode atrapalhar o andamento das férias. Na hora de se refrescar é preciso ter cuidado para não se queimar. Sim, ao entrar no mar é possível se queimar com águas-vivas ou caravelas.

De 1º de janeiro a 16 de fevereiro de 2011, já foram registrados no litoral catarinense 32 ocorrências de pessoas queimadas por águas-vivas, segundo informações do Centro de Informações Toxicológicas (CIT). Durante todo o ano de 2010, ainda segundo informações do CIT, foram constatadas 48 intoxicações por celenterados (águas-vivas, caravelas e larvas).

A equipe do projeto de Biodiversidade Marinha do Estado de Santa Catarina, do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC, constatou que a espécie de água-viva que pode ter sido responsável por maior parte dos acidentes no verão é a Olindias sambaquiensis.

Orientações do Centro de Informações Toxicológicas:

— Antes de entrar no mar, observe se há a presença de águas-vivas mortas na areia. Caso haja, tome cuidado em dobro, já que provavelmente deve haver outras na água.

— Quando houver queimadura por água-viva, não se deve colocar água doce por cima da ferida, porque os nematocistos se rompem, por osmose, e liberam mais veneno.

— Se ficarem tentáculos presos à pele, deve-se retirá-los com uma pinça ou raspagem, que pode ser feita com o lado não cortante de uma faca, por exemplo.

— Ao ser queimado, nada de urinar sobre a ferida. A melhor medida é colocar vinagre sobre o local, que deve permanecer em contato com a pele de 15 a 30 minutos, com o auxílio de um pano embebido nesse líquido.

— Se a dor for leve ou moderada, a pessoa pode ingerir analgésicos comuns. Em caso de dor forte ou vômitos, recomenda-se levar o acidentado ao hospital, para tratamento adequado.