Varizes: o que são e como tratá-las


Publicado por hagah em 21/07/2010


Compartilhar

A maioria das pessoas percebe os sinais das indesejadas varizes pela dor, pelo cansaço e pela sensação de peso nas pernas. Finas e avermelhadas, grossas e volumosas, todas merecem uma visita ao consultório médico, não importa quando apareceram. Aliás, o ideal é procurar um especialista logo que se percebam alterações nas pernas.

As varizes são veias superficiais anormais, dilatadas, cilíndricas ou saculares, tortuosas e alongadas, caracterizando uma alteração funcional da circulação venosa do organismo, com maior incidência no sexo feminino. As causas e o tratamento contra as varizes dependem muito do histórico de cada mulher. Se há casos na família, as chances de desenvolvê-las são muito maiores e ainda se agravam se ela permanece muito tempo sentada ou em pé.
 assunto
Na primeira foto, temos varizes de pequeno calibre. Já na segunda foto, podemos ver as microvarizes ou aranhas vasculares. (Crédito: Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular)


As principais queixas clínicas dos pacientes são: dor tipo "queimação" ou "cansaço", sensação das pernas estarem pesadas ou ardendo, edema (inchaço) das pernas, principalmente ao redor do tornozelo, que, frequentemente, melhoram com a elevação dos membros inferiores e agravam-se no fim do dia, quando se permanece por longo tempo em pé ou sentado, no calor, nos períodos próximo ou durante a menstruação e também durante a gravidez.

Não existe nenhuma relação estabelecida entre a formação de varizes e depilação ou uso de salto alto, assim como não há influência com relação a carregar peso. Subir escada pode ser considerado até um exercício físico, portanto, ajuda a incrementar o retorno venoso.

A ginástica, desde que recomendada pelo médico e acompanhada por instrutores, não só não provoca varizes como também é bastante aconselhável para evitá-las. Quanto à musculação, desde que não seja exagerada, não tem contra-indicação.

O que é a veia safena?
A veia safena é mais longa do nosso corpo. Ela inicia desde a parte interna do tornozelo até a virilha. Esta veia é muito utilizada para substituir artérias entupidas, principalmente as coronárias, por este motivo, algumas pessoas pensam que ela é uma veia do coração. Muitas cirurgias de varizes, por exemplo, podem ser feitas sem retirar a veia safena. Ela só deve ser retirada se estiver muito doente e para a confecção de pontes de safena.


Dicas úteis para evitar varizes:

- Evitar ganhos exacerbados de peso. Procure emagrecer.
- Uma dieta rica em fibras para evitar a constipação intestinal.
- Procurar não permanecer muito tempo parado em pé ou sentado.
- Não usar cintas abdominais apertadas.
- Realizar caminhadas e/ou exercícios físicos com supervisão médica.
- Não fumar.
- Utilizar sistematicamente meias elásticas, principalmente durante a gravidez.
- Evitar hormônios anticoncepcionais.
- Consulte regularmente seu angiologista/cirurgião vascular.

Tipos de tratamentos:

Microvarizes: você precisará fazer uma avaliação do um cirurgião vascular ou o angiologista. O tratamento geralmente é o esclerosante. A escleroterapia química consiste de injeções de substância irritante no interior das veias que promove a oclusão das veias dilatadas, com ótimos resultados na grande maioria dos casos. Existe ainda a escleroterapia a laser, que também promove a oclusão da veia dilatada pela incidência do raio laser sobre o trajeto venoso.

Varizes: o especialista detecta as causas e o tratamento é cirúrgico para a retirada da veia. O procedimento é de micro incisões para não comprometer a estética. As veias que são retiradas, por estarem doentes, não colaboram para a circulação; ao contrário, sua retirada causa melhoria na drenagem venosa dos membros inferiores, aliviando sintomas e prevenindo as implicações da evolução da doença.

Trombose venosa aguda: este é o caso mais grave, uma complicação. Ele é proveniente de uma trombose e neste caso, a cirurgia não é indicada. O tratamento é feito com meias elásticas. É importante que a compressão se inicie de manhã, colocando-se a meia ao se levantar e só retirando-a a noite, ao deitar-se. A elasticidade da meia deve ser nos dois sentidos, comprimento e largura. e, ao calçá-la, evitar zonas de estrangulamento, mais fáceis de ocorrerem com meias curtas, em virtude do tecido ser um pouco mais rígido em sua terminação superior. O calcanhar deve ser fechado para permitir uma melhor compressão.

Fonte: Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular

>>Cirurgia Vascular em Porto Alegre
>>Cirurgia Vascular no Vale dos Sinos
>>Cirurgia Vascular na Serra Gaúcha
>>Cirurgia Vascular em Litoral Gaúcho