Videogame Wii une diversão e saúde


Publicado por hagah em 28/07/2010
Os pais têm um motivo a menos para se preocuparem com a saúde de seus filhos. Aqueles que são contra os videogames por achar que eles sedentarizam as crianças ainda não conhecem o Wii, console da Nintendo, lançado em 2006. O Wii tem esse nome por remeter ao termo britânico “we”, que, em português, significa 'nós' – destaca-se por possuir controle sem fio, o Wii Remote, que detecta movimentos do corpo do jogador.

Quem olha alguém jogando o Wii sem conhecer o funcionamento do videogame, pode pensar que a pessoa é louca. Em frente à TV, com um controle retangular branco às mãos, o jogador é forçado a se movimentar constantemente. Conectado ao console via Bluetooth, o Wii Remote possui uma barra de sensor, que capta os movimentos executados pelo “player” e os transmite para o jogo, que reproduz as ações.

Assim, é possível que alguém lute boxe, dirija um carro ou jogue tênis e boliche no mundo virtual, mas sendo obrigado a se movimentar como na prática esportiva – com um pouco menos de esforço, claro. Esse é o diferencial do console da Nintendo, que revolucionou o jeito de se jogar vídeogame.

Ao contrário dos games tradicionais – que deixam as crianças paradas em frente ao televisor, movimentando, quando muito, as mãos –, o Wii exige que o jogador simule os mesmos movimentos que a personagem do jogo, estimulando e desenvolvendo a coordenação motora de quem joga.

Por esse motivo, mais do que um mero entretenimento, o vídeogame é utilizado também como um auxiliar no tratamento de diversas doenças.

— O Wii é muito abrangente. Pode ser usado tanto em problemas ortopédicos como em neurológicos, o vídeogame é uma ferramenta que contribui para a recuperação dos pacientes, que vão desde crianças pequenas a idosos — afirma o fisioterapeuta Fernando Vanderlinde dos Santos, que trabalha na FisioGames, empresa que, desde 2009, desenvolve games para fins fisioterápicos.

Além de estimular os movimentos – melhorando, assim, a flexibilidade, coordenação motora, equilíbrio e força –, o Wii, por ser uma forma de diversão, acaba tornando o tratamento mais agradável. Outra vantagem do console é o feedback que ele dá ao paciente, que pode ver a reprodução de suas ações na tela e, dessa forma, corrigir e aperfeiçoar seus movimentos. Vale lembrar, ainda segundo Fernando Vanderlinde, que o Wii não substitui o tratamento fisioterápico convencional:

— O vídeogame é uma ferramenta auxiliar. Além de sessões de exercícios tradicionais, o paciente complementa o tratamento com os exercícios do Wii.

As sessões – que variam de acordo com cada paciente, mas que, em geral, duram cerca de 15 a 20 min – são também uma forma de desestressar. O game é contra indicado para pessoas que possuam epilepsia, dada a rápida variação de cores nos jogos. Preocupações com o sedentarismo e a saúde dos filhos os pais não precisam mais ter...