Conteúdo: dia-dos-pais-2010 | 16/07/2010 14h04min
Ele é um pai diferente, um paizão, um super pai ou qualquer outra definição que você queira dar para um homem que tem 80 filhos! Isso mesmo: 80 filhos postiços, adotados por opção, de coração e que lhe rende boas histórias e um grande aprendizado para a vida inteira!
Esse é o Fernando de Goes, um homem que poderia ser mais um no meio de tantos, mas que desde muito cedo sentiu que precisava ajudar meninos de rua e oferecer outra perspectiva de vida para aqueles que foram abandonados ou renegados pela família. Aliás, já contamos a história do Fernando no ano passado (clique aqui e confira!), você se lembra? Ele coordena um projeto social na Chácara dos Meninos de Quatro Pinheiros, em Mandirituba, e além de dar abrigo e comida para os jovens, há trabalhos desenvolvidos na área da educação e valores como família, respeito, limites e autoestima.
E neste Dia dos Pais, o Fernando faz parte desse seleto grupo. Ele não é pai biológico, mas isso pouco importa. “Os pais têm uma missão divina e sei que tenho um papel importante pra esses meninos. A gente adota com o coração e vou te falar que a pessoa que mais ganha aqui sou eu”, revela.
Para este super pai, a adoção é uma atitude nobre e quem já teve esse desejo não pode pensar duas vezes. “Filho é graça de Deus. Quando você os tem, você consegue repensar na sua vida, na sua caminhada. E poder pelo menos tentar dar outra chance pra esses meninos de rua é já é muito bom”, aconselha.
Fernando ressaltou algumas características fundamentais que um pai precisa ter. “Eu sempre coloco duas coisas: a primeira é que o pai tem que acolher seu filho. Com a vida moderna e a correria, eles se esquecem do papel que têm que ter em casa, na escolha dos filhos, no dia a dia. E a segunda é o pai que tem que saber ouvir, dialogar e saber trabalhar a questão do limite com as crianças”.
O paizão Fernando, que abriu mão da sua vida para salvar muitas outras, viaja pelo país para acompanhar os novos projetos desenvolvidos com moradores de rua. No Rio Grande do Sul, desenvolve trabalhos junto ao Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua e também, sempre que pode, se faz presente na Fundação Fé e Alegria (com sedes em SC e no RS), e na Pastoral do Menor, no RS.
Para finalizar, Fernando de Goes deixa um recado: “Ser pai não é pra qualquer um. Tem que ter muita responsabilidade. Digo que um pai, às vezes, fica entre a cruz e a espada. Alguns meninos ficam aqui por um tempo, depois voltam para a sua família e seguem sua vida. Aprendi que pai tem que criar o filho para o mundo e a gente tem que dar asas resistentes pra eles. Fico com dor no coração, mas a alegria é maior por saber que eles estão preparados e vão ter um futuro melhor”.
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