Investir em previdência privada para pequenas e médias empresas é um bom negócio


Publicado por hagah em 03/10/2012 , atualizado em 19/01/2015

A previdência privada é uma modalidade complementar à previdência pública, que é garantida para todos os cidadãos brasileiros que contribuem com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Por lei, profissionais com carteira assinada pagam, automaticamente, o INSS, mensalmente.

A empresa que decide oferecer um plano de previdência privada não precisa seguir nenhuma regra prevista por lei, já que este benefício não é de caráter obrigatório, mas facultativo.

A advogada previdenciarista Luciana Pereira da Costa, da Pereira da Costa Advogados, explica que, por uma questão de direitos trabalhistas, a empresa é obrigada a oferecer o plano de previdência a todos os empregados, mas o plano não precisa, necessariamente, ser do mesmo tipo para todos.

Existem corporações que optam, por exemplo, por consentir planos mais elaborados apenas para os cargos de liderança ou para quem corre mais riscos de sofrer acidentes durante a prática do trabalho. No entanto, é preciso ter cuidado com esta opção, já que o restante dos colaboradores pode sentir-se injustiçado.

O primeiro passo é encontrar uma entidade que ofereça o serviço para que se faça um convênio. É a própria empresa que escolhe como fica a negociação. Ela pode, sozinha, depositar na conta do funcionário o valor do plano escolhido todos os meses ou, então, pagar uma parte e o empregado, a outra. No caso desta segunda opção, como há desconto na folha de pagamento, deve-se consultar o colaborador para ver se ele aceita o benefício.

A maneira como o valor depositado é sacado também varia, conforme o pacote fechado com a entidade responsável pela previdência privada. Em caso de desligamento da empresa, é comum que o funcionário mantenha o valor já depositado e continue contribuindo de maneira independente.