Durante a Semana Santa, é normal as pessoas que não estão acostumadas a comer peixe aderirem a esta refeição. A tradição católica de evitar carne vermelha na Sexta-Feira da Paixão é forte, e mesmo ateus ou pessoas de outras religiões aderem a este simbolismo, para variar o cardápio no feriado. E quem já come peixe o ano inteiro, aproveita a grande oferta desta época para experimentar novas variedades.
Abaixo, você encontra dicas de como identificar se o peixe está mesmo fresco, as opções mais encontradas no mercado, quais as melhores formas de cozinhá-los e os valores nutritivos de cada variedade.
Como identificar se o peixe está fresco:
Local de exposição - O peixe deve estar coberto por gelo e com cerca de 5º C de temperatura.
Olhos - Os peixes frescos apresentam olhos brilhantes, pupila escura e a íris branca ou amarelada. Se os olhos estiverem esbugalhados e opacos, tome cuidado, pois pode ser sinal de deterioração.
Corpo - A rigidez indica que o peixe morreu há pouco tempo e é possível dobrar o corpo após algumas tentativas. Porém, deve-se estar atento se esta rigidez está ligada a um congelamento anterior. Neste caso, não é possível dobrá-lo. Para identificar estas características, não tenha medo, coloque as mãos no peixe e aperte a barriga!
Escamas - Devem estar brilhantes, firmes e oferecer resistência se arrancadas com a mão.
Brânquias - As brânquias (órgãos de respiração) além de úmidas, devem apresentar uma coloração vermelha ou rosada. A coloração pálida e o aspecto viscoso indicam deterioração.
Cheiro - O cheiro de maresia revela o frescor. Cheiro ácido ou azedo pode indicar o início do processo de deterioração.
Variedades de Peixes:
Atum - De cor rosa, avermelhada, a carne deste peixe é gorda e rica em vitaminas. Perfeito para ser assado, grelhado, gratinado ou ensopado. Também pode ser apreciado cru ou na mistura de molho e patês. É fonte de proteínas, vitaminas e minerais. Tem poucas gorduras saturadas e alta concentração de ômega 3.
Sardinha - Deve ser brilhante e com a carne bem vermelha. É uma opção mais em conta.
Salmão - É importante estar rosado ou avermelhado, sua cor original. Evite os esbranquiçados, pois este é um sinal de que não está fresco. É bom comprar o peixe inteiro para evitar o congelado, que perde muito suco durante o descongelamento.
Bacalhau - Um dos mais frequentes nos cardápios do almoço familiar da Sexta-Feira Santa. O bacalhau deve ser branco, evite as peças escuras. Uma dica para o cozimento é analisar a espessura do dorso do bacalhau nas peças inteiras. As partes mais grossas são boas para cozinhar em forma de postas e o restante é melhor utilizado quando desfiado, acompanhando molhos ou em bolinhos. O segredo para o bacalhau não ficar muito salgado é a a dessalga. A carne deve ser deixada de molho em água gelada. É indicado que se troque a água ao menos duas vezes.
Robalo - Pescado de carne branca, magra e delicada, com poucos espinhos. Por ser consistente, pode ser cozido, grelhado ou assado. Os peixes de tamanho pequeno ficam melhores na grelha. Os exemplares maiores devem ser, preferencialmente, cozidos inteiros.
Linguado - Tem carne branca, magra, firme e suave. Apresenta cor amarronzada na parte superior e branca na inferior. Encontra-se, normalmente, no corte de filé, porém, pode ser assado inteiro, no forno ou na grelha. A carne é saborosa e ideal para o preparo de pratos mais elaborados. É usado desfiado em bolinhos, tortas e suflês. O linguado de água doce tem baixo teor de gordura e altos níveis de iodo, proteína e selênio e vitaminas.
Truta - O peixe pertence à mesma família do salmão. O dorso tem cor que varia do esverdeado ao castanho, sendo as laterais acinzentadas e a parte inferior esbranquiçada. É fácil reconhecê-lo pelas pintas escuras nas nadadeiras e no corpo. A truta é uma ótima escolha para receitas mais requintadas, acompanhadas de molhos finos, ervas e oleaginosas (como amêndoas ou castanhas). Possui alto valor nutritivo, com muito teor de proteína, cálcio, fósforo, selênio, sais minerais e vitaminas, além de ácidos graxos, ômega 3 e baixo teor de calorias.
Outras dicas:
- Pressione levemente o peixe e solte. A carne deve retornar; se a marca do seu dedo ficar por muito tempo, o peixe pode não estar muito fresco.
- Compre peixes inteiros, pois além de saber quanto se está pagando pelo que se está levando, é possível perceber se ele é fresco.
- Pode ser difícil identificar o cheiro de fresco quando há muitos peixes em um mesmo local, como uma feira de peixe. Porém, tente identificar de perto. O peixe fresco não tem cheiro muito forte.